24/07/13




O Espaço Pasárgada (Casa do Poeta Manuel Bandeira) tem a honra de apresentar:

GRANDE SERESTA LITERÁRIA
Com o Grupo Quarteto em Poesia

Data: 25 de julho de 2013
Horário: 19h
Local: Jardins do Espaço Pasárgada
Endereço: Rua da União, 263 – Boa Vista – Recife/PE
Entrada gratuita

Informações: 3184 3165 (procurar Carlézio ou Tereza Marinho)

21/06/13


Programação Infantil
Dias 3,10,18 e 25/7 – inscrições gratuitas do dia 20 ao dia 28/06, pelo telefone: 3184 3165 (das 08:00 ás 17:30). Vagas limitadas.
Na programação teremos: espetáculos musicais, oficinas, contação de histórias, cinema e muito mais.

- 03/7 das 09:00 ás 12:00h
- 25/7 das 14:00 às 17:00h

Apresentação do Espetáculo Musical infantil Circo dos Astros e oficina de produção de mandalas com poesia.

O Espetáculo Musical infantil mescla teatro, dança, literatura e elementos circenses, baseado no livro homônimo da poetisa pernambucana Janice Japiassu que aborda os temas da astronomia e astrologia para crianças. Possui em média 1 (uma) hora de duração com música executada ao vivo, e se alicerça na interação direta com público.

Elenco:
Mariane Bigio: Concepção, contação e cantação;
Simone São Marcos: Balé, danças e encantos;
Cayo César: anti-encantos e palhaçadas;
Milla Bigio: Teclado, Sanfoninha, sons e contrantos;
Bruno Albuquerque: Percussão, sons e outros cantos;

A oficina de produção de mandalas acontecrá logo após a exibição do espetáculo. Mandala, do Sânscrito, significa círculo. As mandalas são um convite a todos os sentidos: servem para desenhar, colorir, contemplar, dançar e cantar! A Mandala é ima imagem construída em torno de um ponto central; contemplá-la, desenhá-la ou pintá-la ajuda na concentração e a estabelecer nosso equilíbrio interior, acalmando e relaxando. Éum exercício meditativo, prazeroso e lúdico.
As crianças irão confeccionar as mandlas tendo como base um “CD” reutilizado, que poderá ser incrementado com lantejoulas, adesivos, tecidos, papéis coloridos, botões e miçangas. Ao final, cada criança poderá levar sua Mandala para casa.
A oficina será ministrada por Mariane e Milla Bigio, arte educadoras e contadoras de histórias.

- 10/7 das 09:00 ás 12:00h
- 18/7 das 14:00 às 17:00h

- Cineminha animado e oficina de confecção de bonecos de meia.

Serão exibidos filmes infantis, onde a temática será voltada a confecção de bonecos de meia, podendo ser reproduzidos facilmente em casa com meias usadas. A oficina proporciona diversão além de incitar a criatividade e a atenção dos participantes, apartir de um tema escolhido por cada grupo. Serão utilizados ......

Programação adulto

Seresta Literária
Atração: Quarteto em Poesia.
Local: Jardim do Espaço  Pasárgada (térreo)
Público: Adulto e  Boa idade – Culminância das férias
Data: 25/07 (quinta-feira)
Horário: 19h

A Seresta Literária é voltada ao público adulto (jovens e a boa idade) e terá como atração o Quarteto em poesia. A ação acontecerá nos jardins da Casa Manuel Bandeira, Espaço Pasárgada. Momento que poderá tornar-se encontro de entre gerações de poetas.

18/06/13


Inscrições abertas para curso de História do Cinema e da Literatura no Brasil O curso promovido pelo Espaço Pasárgada acontecerá entre 1 e 5/7 Estão abertas a partir desta segunda-feira (17/6) as inscrições para o curso de História do Cinema e da Literatura no Brasil realizado pelo Espaço Pasárgada. A iniciativa gratuita e aberta ao público ocorrerá entre os dias 1º e 5 de julho, das 19h às 21h30. O curso será ministrado pela professora universitária e pesquisadora Raquel do Monte. Para se inscrever o candidato deverá enviar para o e-mail do Espaço Pasárgada, pasargada.fundarpe@gmail.com, uma carta de intenções e um pequeno currículo. Em seguida haverá uma seleção que considerará as motivações do candidato para participar do curso. O número de vagas é limitado, 25 pessoas, e ao final do curso será entregue um certificado de participação. O resultado da seleção será divulgado no dia 25 de junho. O curso de História do Cinema da Literatura no Brasil pretende apresentar aos apaixonados pelas duas artes ideias e informações sobre a trajetória, os flertes e os distanciamentos das relações entre cinema e literatura brasileira no último século. Debates sobre como o Modernismo influenciou o cinema na primeira metade do século XX, as relações entre o Cinema Novo e o Romance Regional de 30 e o diálogo entre texto e imagem na produção contemporânea estarão no programa do curso. Além disso, a iniciativa visa introduzir chaves de compreensão das especificidades da linguagem fílmica, possibilitando a formação do olhar a partir de uma perspectiva histórica que abriga os vários momentos do cinema brasileiro. De acordo com Raquel, a ideia do curso, que tem carga horária de 15h, é conciliar discussões teóricas com exercícios práticos de leitura fílmica. “A nossa proposta pretende favorecer a reflexão acerca dos contextos de produção do cinema e da literatura e ao mesmo tempo sensibilizar o grupo para perceber estas nuances dentro dos próprios filmes”, afirma. “Pretendemos construir possibilidades de articulação entre o discurso estético e o sócio-histórico, tudo dentro de uma linguagem bem acessível”. Raquel do Monte é jornalista, professora universitária e doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco. Realiza há cinco anos pesquisas na área cinematográfica, atuando também como curadora e cineclubista. O curso de História do Cinema integra as atividades do Espaço Pasárgada ligadas ao cineclube da instituição. A proposta do Espaço, de acordo com a gestora Selma Coelho, é favorecer periodicamente, além das sessões cineclubistas, cursos de formação. Inscrições para o História do Cinema da Literatura no Brasil do Espaço Pasárgada De 17 a 21 de junho. Rua da União, 263, Boa Vista Telefone: 3184-3165

31/05/13

Recife
por: Manuel Bandeira

Há quanto tempo que não te vejo!
Não foi por querer, não pude.
Nesse ponto a vida me foi madrasta,
Recife.

Mas não houve dia em não te sentisse dentro de mim:
Nos ossos, nos olhos, nos ouvidos, no sangue, na carne,
Recife.

Não como és hoje,
Mas como eras na minha infância,
Quando as crianças brincavam no meio da rua
(Não havia ainda automóveis)
E os adultos conversavam de cadeira nas calçadas
(Continuavas província,
Recife).

Eras um Recife sem arranha-céus, sem comunistas,
sem Arrais, e com arroz,
Muito arroz,
De água e sal,
Recife.

Um Recife ainda do tempo em que o meu avô materno
Alforriava espontaneamente
A moça preta Tomásia, sua escrava,
Que depois foi a nossa cozinheira
Até morrer,
Recife.

Ainda existirá a velha casa senhorial do Monteiro?
Meu sonho era acabar morando e morrendo
Na velha casa do Monteiro.
Já que não pode ser,
Quero na hora da morte, estar lúcido
Para te mandar a ti o meu último pensamento,
Recife.

Ah Recife, Recife, non possidebis ossa mea!
Nem os ossos nem o busto,
Que me adianta um busto depois de eu morto?
Depois de morto não me interesará senão, se possível,
Um cantinho no céu,

"Se o não sonharam", como disse o meu querido João de Deus,

Recife. 
Minha terra

Saí menino de minha terra.
Passei trinta anos longe dela.
De vez em quando me diziam:
Sua terra está completamente mudada,
Tem avenidas, arranha-céus...
É hoje uma bonita cidade!

Meu coração ficava pequenino.

Revi afinal o meu Recife.
Está de fato completamente mudado.
Tem avenidas, arranha-céus.
É hoje uma bonita cidade.

Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!

Manuel Bandeira
(1886-1968)